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O PROBLEMA

O problema abordado nesse projeto é o da logística de destinação de resíduos sólidos. A questão da destinação dos resíduos sólidos é tida como um dos grandes desafios recentes da humanidade, devido ao acentuado ritmo de crescimento econômico experimentado nas últimas décadas, resultando em severos impactos ao meio ambiente, mostrando a dimensão das armadilhas criadas pela civilização moderna para si mesma.
Segundo estatísticas do IBGE (PNSB, 2000), referentes à disposição dos resíduos sólidos, cerca de 75% das cidades brasileiras depositam seus resíduos sólidos em lixões. Somente na região metropolitana de São Paulo, são geradas diariamente 12 mil toneladas de resíduos sólidos; 30% desses resíduos são enviados a aterros sanitários (controlados ou não) e industriais, e o restante, ao redor de 70% dos resíduos, têm como destino a clandestinidade (disposição irregular ou lixão).
Cresce progressivamente a responsabilidade dos geradores e distribuidores sobre os produtos e materiais pós-consumo resultantes da atividade econômica. A tendência de médio e longo prazo é o gerenciamento mais efetivo e eficiente do tratamento de resíduos sólidos, resultando nas soluções de recuperação da energia, retorno dos materiais ao ciclo produtivo, e na correta disposição final ao invés das formas arbitrárias de destinação.



RECICLAGEM – DEFINIÇÃO E IMPORTÂNCIA

A reciclagem é um processo físico-mecânico que converte os materiais descartados (lixo ou matéria-prima secundária) em produto semelhante ao inicial ou outro. Reciclar é economizar energia, poupar recursos naturais e trazer de volta ao ciclo produtivo o que é jogado fora. Na reciclagem os resíduos são coletados, separados e processados para serem usados como matéria-prima na manufatura de bens, antes feitos com matéria-prima virgem. Dessa forma, os recursos naturais ficam menos comprometidos.
O Brasil é considerado um grande reciclador de alumínio, mas tem baixo reaproveitamento de outros materiais como vidro, plástico, latas de aço e pneus consumidos. Quanto ao papel, somente 37% do papel de escritório é reciclado e menos de 50% da produção nacional de papel ondulado ou papelão (720 mil toneladas) é reciclado (CEMPRE, 2005). Caso fossem recicladas todas as latas de aço consumidas no país, seria possível evitar a retirada de 900 mil toneladas de minério de ferro por ano, trazendo uma economia de energia equivalente ao consumo de quatro bilhões de lâmpadas de 60 watts.
Diversos materiais deixam de ser reciclados devido à falta de: informação em relação a possíveis tecnologias de reciclagem, mercado reciclador e consumidor, estímulo regional, rede logística que possibilite a reciclagem ou simplesmente um contato comercial que viabilize o processo.



ESTADO DA ARTE – FORMAÇÃO DAS REDES

O avanço da tecnologia da informação e o crescimento da Internet têm sido benéficos para o controle ambiental. Devido ao surgimento de um mercado secundário de reuso e reciclagem para o aproveitamento de resíduos e materiais, é possível alongar o ciclo de vida destes, reduzindo assim o volume de resíduos enviados para algum tipo de destinação final (clandestinidade, aterros, co-processamento, incineração).
O crescente número de sites na Internet para negociação de resíduos (industriais, eletrônicos, madeira, vidro, têxteis, equipamentos e etc) existentes no exterior e em menor número no Brasil, mostram a tendência de expansão desse segmento. A Internet proporcionou uma série de vantagens incluindo o acesso rápido às informações atualizadas e precisas. Com um fluxo de informação melhor e mais ágil surgiram as redes de interesse por materiais específicos, interligando geradores e intermediários com a indústria de reaproveitamento e reciclagem.
Para aumentar a diversidade de materiais reciclados e seus volumes, este projeto pretende utilizar ferramentas de informática na criação e administração das redes de recicladores.

 

 
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